sábado, 30 de julho de 2011

Calculadora de Risco de Doença Cardíaca

Calcule o risco de doença cardíaca!!!

Teste de vacina contra Aids reduz pela primeira vez risco de infecção


A vacina – uma combinação de duas vacinas experimentais já testadas – foi administrada a 16 mil voluntários na Tailândia, no maior teste já realizado com uma vacina contra a Aids.
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Os pesquisadores concluíram que a vacina reduziu em quase um terço o risco de contrair o vírus HIV, que provoca a doença.
O resultado está sendo visto como um avanço científico significativo, mas uma vacina global ainda está distante.
O estudo foi realizado pelo Exército americano com o governo da Tailândia e durou sete anos. Todos os voluntários – homens e mulheres com idades entre 18 e 30 anos – não eram portadores do HIV e viviam em algumas das regiões mais afetadas da Tailândia.
As vacinas combinadas para a produção desta já haviam sido testadas, sem sucesso.
Metade dos voluntários recebeu a vacina e a outra metade recebeu um placebo. Todos receberam aconselhamento sobre prevenção do vírus HIV.
Entre os voluntários que receberam a vacina, o risco de infecção pelo HIV foi 31,2% menor do que entre os que tomaram o placebo.
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“O resultado é extremamente encorajador. Os números são baixos e a diferença pode se dever à sorte, mas a conclusão é a primeira notícia positiva no campo de vacinas contra a Aids em uma década”, disse Richard Horton, editor da revista médica Lancet.
Ao todo, 125 pessoas foram contaminadas durante os testes, 74 no grupo dos que tomaram placebo, e 51 no grupo dos que tomaram vacinas.
Ela (a vacina) só é ativa contra as cepas (do vírus) prevalecentes na Tailândia - então, não é amplamente ativa em outras partes do mundo - e uma redução de cerca de 30% não é grande o suficiente para realizarmos um teste ainda maior.
O resultado foi comemorado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e pelo programa conjunto da ONU para a Aids (UN/Aids).
Estima-se que cerca de 33 milhões de pessoas no mundo sejam portadoras de HIV. relatórios mais completos sobre os testes com essa vacina serão divulgados em uma reunião em Paris, no mês que vem.
Fonte: BBC Brasil

terça-feira, 19 de abril de 2011

Células Tronco - via Zero Hora

Novo passo contra cegueira

Pesquisadores americanos conseguem, usando células-tronco do próprio 

paciente,regenerar estruturas da retina atingidas pela degeneração macular

A cura para a cegueira provocada pela degeneração da mácula pode estar no organismo do próprio paciente. Pela primeira vez, um estudo mostrou ser possível regenerar as estruturas danificadas em decorrência da idade a partir de células-tronco adultas. Publicada no jornal especializado Stem Cells, a pesquisa do Centro Médico da Universidade de Georgetown, nos Estados Unidos, abre a possibilidade de se criar novas células da retina derivadas de estruturas pluripotentes induzidas, aquelas que são manipuladas para se transformarem em qualquer tipo de tecido.

Principal causa de deficiência visual e de cegueira em todo o mundo, a degeneração macular relacionada à idade (DMRI) tem duas formas predominantes: seca e úmida. A primeira é a mais comum, respondendo por quase 90% dos casos. A doença destrói gradualmente a visão central, necessária para visualizar objetos de forma clara e executar tarefas cotidianas, como ler e dirigir. O avanço ocorre com a morte do epitélio pigmentar da retina, camada escura que alimenta as células do olho.

Embora alguns tratamentos possam ajudar a retardar sua progressão, não há cura para o mal. A descoberta de que células-tronco pluripotentes induzidas (Hips) são capazes de regenerar o epitélio abre caminho para novas terapias, que utilizem células-tronco do próprio paciente na fabricação de um novo tecido para os olhos. Cientistas já imaginavam que isso fosse possível, mas a viabilidade do transplante estava associada à capacidade de os pesquisadores entenderem como células retiradas do paciente poderiam ser reprogramadas para adquirirem as mesmas características do epitélio pigmentar da retina.

A pesquisa realizada pelos cientistas da Universidade de Georgetown mostrou que essa etapa crítica da medicina regenerativa progrediu bastante.

— Essa é a primeira vez que células pluripotentes induzidas foram produzidas com características e funcionamento iguais aos das células que compõem o epitélio pigmentar da retina — disse Nady Golestaneh, professora assistente de Bioquímica Molecular e principal autora do estudo.

Usando uma linhagem de células estaminais — aquelas cuja função ainda não foi estabelecida pelo organismo —, Nady e sua equipe constataram que, reprogramadas, essas estruturas têm fisiologia e funcionamento idênticos aos de um epitélio pigmentar natural.

— A pesquisa ainda não está pronta para ser colocada em prática. Também identificamos algumas questões que precisam ser trabalhadas antes que essas células estejam prontas para o transplante. Mas, no geral, o estudo é um passo enorme na medicina regenerativa — diz.

Outro teste
:: As células-tronco embrionárias também são cotadas como terapia potencial para a cura da degeneração macular relacionada à idade.

:: Em janeiro deste ano, a empresa americana Advanced Cell Technology recebeu autorização da Food and Drug Administration (FDA), o órgão de vigilância sanitária dos Estados Unidos, para realizar testes clínicos com células epiteliais pigmentares da retina derivadas de estruturas embrionárias humanas.

:: A primeira fase do estudo não se destina a investigar a eficácia do tratamento, mas a segurança e a tolerância dos pacientes às células-tronco. Doze pessoas provenientes de diferentes centros clínicos vão participar.

Por que é importante
:: Segundo Robert Lanza, diretor científico da ACT e responsável pelo estudo, com o envelhecimento da população, a incidência da DMRI deverá dobrar nos próximos 20 anos, tornando ainda mais necessárias as pesquisas que visam curar esse mal.

CIRCULAÇÃO - via FOLHA

Composto extraído do tomate promete ação antitrombose


JULIANA VINES

DE SÃO PAULO

Um ingrediente extraído do tomate pode melhorar a circulação sanguínea e diminuir o risco de trombose.
Pelo menos, é o que promete a fabricante, a holandesa DSM, que acaba de trazer a novidade para o Brasil.
Editoria de Arte/Folhapress
O concentrado de tomate tem nucleotídeos, flavonoides e polifenois. Já é adicionado a produtos nos EUA e na Europa, com autorização do governo.
Um exemplo é a bebida Relaxzen, para pessoas que fazem longas viagens de avião e, por isso, correm maior risco de formação de coágulos.
Por aqui, o ativo foi lançado, mas ainda não há produtos com o ingrediente na fórmula. Isso depende do interesse de alguma indústria de alimentos.
Segundo Bernd Mussler, pesquisador da DSM, estudos com cerca de 300 pessoas comprovam a eficácia do composto, patenteado com o nome de Fruitflow.
A principal ação do ativo aconteceria na inibição da agregação plaquetária ±etapa da coagulação do sangue.
"Inibir a agregação plaquetária é um mecanismo reconhecido para diminuir risco de doença cardiovascular."
Como não é um produto final, não precisa de registro na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
Mas, caso seja usado na fórmula de alguma bebida, por exemplo, precisará do aval da vigilância.
A agência proíbe embalagens de alimento funcional de informar que o produto previne ou cura doenças.
"Concentrados de alimentos não podem ser usados como remédios", diz Jaime Farfan, professor de engenharia dos alimentos da Unicamp.
Segundo ele, flavonoides ajudam na circulação sanguínea, mas isso não é propriedade exclusiva do tomate.
"Há muitos alimentos com flavonoides. É muito mais seguro consumir vegetais do que ingerir um composto concentrado. A ação não vem apenas de um componente."
Para o nutrólogo Celso Cukier, do Hospital São Luiz, os estudos até agora não são conclusivos.
"Faltam informações sobre qual seria a molécula ativa e a dose ideal"