sábado, 30 de julho de 2011

Lesões em diversas partes do corpo podem levar a problemas de raciocínio Pancadas no tornozelo ou joelho, por exemplo, podem ter efeitos negativos na memória e atenção

Reuters
NOVA YORK - Um golpe na cabeça não é a única forma de deixar um atleta mais lento e confuso. Uma torção no tornozelo ou luxação no joelho também podem afetar os resultados de exames relacionados a atenção e memória, além de influenciar no tempo estimado para acompanhar as contusões, de acordo com um novo estudo.
Isso significa que treinadores e a equipe médica deveriam falar com os atletas sobre os sintomas das contusões quando avaliam a seriedade de uma lesão na cabeça, e não apenas se basear no resultados dos exames, de acordo com uma nova pesquisa. Os especialistas estão cada vez mais preocupados com as consequências das contusões, especialmente nos atletas mais jovens.
Os machucados na cabeça podem causar tontura, problemas na memória, problemas de atenção, que geralmente somem com algumas semanas. Mas quando os atletas tentam retornar destas contusões muito rápido, eles ficam expostos a uma condição rara, mas ainda assim perigosa, chamada "síndrome do segundo impacto", que ocorre quando há uma segunda lesão antes mesmo de se recuperar completamente da primeira.
Uma forma de gerenciar as contusões, e decidir quando os atletas estão prontos para retornar às atividades, é usar exames computadorizados que avaliam a velocidade e acertos em testes com palavras, símbolos e padrões. Um resultado fraco nos testes sugere ao médico que o atleta pode ainda estar sob os efeitos da lesão.
No estudo divulgado, pesquisadores da Universidade de Toronto aplicaram um teste de 20 minutos para 72 estudantes que também são atletas, incluindo jogadores de futebol americano, hóquei e jogadores de lacrosse. Dezoito atletas avaliados tinham sofrido alguma contusão nos últimos três anos, outros 18 tinham sido afastados recentemente por causa de danos nos músculos ou tendão. Outros 36, usados para comparação, não tinham se machucado.
Como esperado, os atletas que tinham machucado a cabeça foram piores que aqueles que não tinham sofrido nenhuma mal, reagindo mais lentamente, apresentando problema com memória e atenção. Aqueles que tiveram problemas musculares ou nos tendões também tiveram resultados piores que os atletas sem contusões em alguns testes, e a pontuação deles geralmente ficava entre o dos outros dois grupos.
"Isso sugere que precisamos ver os exames computadorizados como mais um detalhe e não como o resultado final", diz o cirurgião ortopédico Dr. Mark Halstead, da Escola de Medicina da Universidade de Washington. "Pode existir outros fatores que afetam o resultado dos atletas nos testes."
Estes fatores podem incluir a frustração do atleta por estar machucado, ou outras respostas relacionadas à lesão, explica a equipe liderada por Michael Hutchison na revistaAmerican Journal of Sports Medicine. Outra possibilidade, eles dizem, é a dor e o desconforto proporcionado pela lesão muscular e no tensão fazerem os atletas pensarem com menos clareza.
"Se você tiver uma pessoa que já tenha machucado a cabeça, você não pode automaticamente achar que tudo o que os exames apontarem esteja relacionado a esta lesão," disse Hutchison.
Halstead disse que estes resultados não são tão surpreendentes, e que o exame computadorizado é apenas uma das ferramentas usadas pelos médicos para monitorar o progresso dos pacientes. "Nós podemos muito bem gerenciar um contusão sem isto", ele disse.
O estudo mostra a importância de se observar todos os aspectos do paciente, ao invés de se basear em apenas um teste. Mas Halstead diz que por se tratar de um estudo pequeno, novas pesquisas deverão ser feitas para entender como machucados que não ocorrem na cabeça podem afetar habilidades de raciocínio e como isso deve ser lavado em consideração no acompanhamento das pessoas que sofrem lesões. 

ANS inclui implante coclear nos procedimentos para cobertura por planos de saúde

O implante coclear, conhecido como \"ouvido biônico\", é um equipamento eletrônico computadorizado que substitui totalmente o ouvido de pessoas com surdez total ou parcial


Agência Brasil
BRASÍLIA - O implante coclear passa agora a fazer parte dos procedimentos cobertos pelos planos de saúde. O implante coclear, conhecido como "ouvido biônico", é um equipamento eletrônico computadorizado que substitui totalmente o ouvido de pessoas com surdez total ou parcial.
A resolução da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) foi publicada nesta sexta-feira, 29, no Diário Oficial da União. O funcionamento do implante coclear difere do Aparelho de Amplificação Sonora Individual (AASI). O AASI amplifica o som e o implante coclear fornece impulsos elétricos para estimular as fibras neurais em diferentes regiões.
O aparelho, considerado uma das maiores conquistas da engenharia ligada à medicina, existe há alguns anos e atualmente é usado por mais de 100 mil pessoas no mundo, segundo o Grupo de Implante Coclear do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP).

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Teste de vacina contra Aids reduz pela primeira vez risco de infecção


A vacina – uma combinação de duas vacinas experimentais já testadas – foi administrada a 16 mil voluntários na Tailândia, no maior teste já realizado com uma vacina contra a Aids.
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Os pesquisadores concluíram que a vacina reduziu em quase um terço o risco de contrair o vírus HIV, que provoca a doença.
O resultado está sendo visto como um avanço científico significativo, mas uma vacina global ainda está distante.
O estudo foi realizado pelo Exército americano com o governo da Tailândia e durou sete anos. Todos os voluntários – homens e mulheres com idades entre 18 e 30 anos – não eram portadores do HIV e viviam em algumas das regiões mais afetadas da Tailândia.
As vacinas combinadas para a produção desta já haviam sido testadas, sem sucesso.
Metade dos voluntários recebeu a vacina e a outra metade recebeu um placebo. Todos receberam aconselhamento sobre prevenção do vírus HIV.
Entre os voluntários que receberam a vacina, o risco de infecção pelo HIV foi 31,2% menor do que entre os que tomaram o placebo.
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“O resultado é extremamente encorajador. Os números são baixos e a diferença pode se dever à sorte, mas a conclusão é a primeira notícia positiva no campo de vacinas contra a Aids em uma década”, disse Richard Horton, editor da revista médica Lancet.
Ao todo, 125 pessoas foram contaminadas durante os testes, 74 no grupo dos que tomaram placebo, e 51 no grupo dos que tomaram vacinas.
Ela (a vacina) só é ativa contra as cepas (do vírus) prevalecentes na Tailândia - então, não é amplamente ativa em outras partes do mundo - e uma redução de cerca de 30% não é grande o suficiente para realizarmos um teste ainda maior.
O resultado foi comemorado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e pelo programa conjunto da ONU para a Aids (UN/Aids).
Estima-se que cerca de 33 milhões de pessoas no mundo sejam portadoras de HIV. relatórios mais completos sobre os testes com essa vacina serão divulgados em uma reunião em Paris, no mês que vem.
Fonte: BBC Brasil